Interpretação clínica

  • Homem de 55 anos, foi encaminhado pelo dentista para tratamento de lesão ulcerada no lábio inferior há 15 dias. Paciente refere ter mordido o labio inferior que apresentava uma pequena cicatriz antiga de um ferimento após acidente de moto há mais de 10 anos. A lesão atual não melhorou com pomada de antiinflamatório fornecido por um conhecido. Nega outros sintomas e o exame físico é normal.
  • O estudo histopatológico da biópsia da lesão mostrou diagnóstico de carcinoma epidermóide (ilustração).

Como agir no caso?

O carcinoma epidermóide ou epitelioma espinocelular, é um tumor maligno, constituído por proliferação  de células da camada espinhosa, de caráter extremamente invasivo, podendo causar metástase. Ocupa cerca de 15% dos tumores epiteliais malignos, tendo origem freqüentemente na queratose solar ou actínica, leucoplasia, radiodermite crônica, queratose arsenical, xeroderma pigmentoso, úlceras crônicas e cicatrizes decorrentes de queimaduras ou de cicatrização por segunda intenção. Localizações mais comuns são um terço inferior da face, orelhas, lábio inferior, dorso das mãos, mucosa bucal e genitália externa, podendo, no entanto, ocorrer em qualquer outro lugar do corpo. As metástases podem ocorrer após meses ou anos, sendo mais freqüentes e precoces nos carcinomas das mucosas, dorso das mãos e cicatrizes de queimaduras.

Tratamento

A exérese cirúrgica e avaliação anatomopatológica de margens faz-se mister para se obter grau de profundidade e de invasão. A ressecção deve ser feita com o intuito de se obter margens livres em toda direção, pois, desta forma, a prognose é boa, principalmente para os casos recentes e adequadamente tratados.

Referências:

Dermatologia Básica - Sampaio, Castro, Rivitti. Ed. Artes Médicas.

Dermatology in General Medicine - Fitzpatrick, Eisen, Wolf, Frredberg, Austen. Ed. McGraw Hill, Inc.





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