Nos pacientes idosos que deverão ser submetidos a uma cirurgia odontológica de grande porte e existem dois potenciais fatores risco, a idade avançada e a deficiência circulatória.

A doença arterial coronária preexistente é a causa mais comum de complicações pós-operatórias. O risco dos eventos cardíacos intracirúrgicos não é muito mais alto do que durante o período pré-cirúrgico, apesar do estresse dos procedimentos cirúrgicos, do potencial para as variações hemodinamicas relacionadas com os agentes anestésicos, da estimulação simpática aumentada. Muitas complicações cardiovasculares ocorrem nas primeiras 48 horas de pós-operatório, e isso se deve a presença de dor, ao aumento da atividade adrenérgica, hipoxemia e hipercoagulabilidade.

É importante alertar o cirurgião dentista para que continue com os medicamentos anti-hipertensivos durante toda a internação.

Os fatores cardiovasculares preditivos de risco operatório são:

Maiores - Síndrome coronariana instável, insuficiência cardíaca congestiva descompensada, arritmia significativa e doença valvar grave.

Intermediários - Angina de peito leve, história de infarto do miocárdio prévio ou ondas Q patológicas no eletrocardiograma, insuficiência cardíaca congestiva prévia ou controlada e diabetes mellitus.

Menores - Idade avançada, ECG característico de hipertrofia ventricular esquerda, bloqueio do ramo esquerdo, anormalidades do segmento ST e onda T, Ritmo de fibrilação atrial, Capacidade funcional baixa, história de acidente vascular cerebral e hipertensão arterial descontrolada.

Referência:

Hollemberg SM - Preoperative cardiac risk assessment. Chest 1999;115;51S-57S.

Carvalho Filho ET - Avaliação pré-operatória do paciente idoso. Rev Bras Med 59(9)659-666,2002





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