A primeira decisão diz respeito sobre a necessidade da profilaxia. Esta depende da severidade da lesão cardíaca (doença das valva cardícas) e do risco da bacteremia pela intervenção dentária.

Somente intervenções que provavelmente produzem bacteremia estreptocócica ou enterocócica são consideradas riscos para endocardite. Estas incluem alguns procedimentos gastrointestinais, geniturinários e orais.

Lesões valvares que qualificam para profilaxia incluem a presença de uma valva cardíca artificial ou uma valva cardíaca com defeito hemodinâmico grave.

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Antibióticoterapia profilática - O esquema principal para procedimentos dentários é amoxicilina 2 g por via oral, uma hora antes do procedimento. A azitromicina, 500 mg, e a clindamicina, 600 mg, são alternativas adequadas quando administradas uma hora antes do procedimento, quando o paciente é alérgico a penicilina.

Drogas como ciprofloxacino e sulfametoxazol-trimetoprima, com atividade limitada contra estreptococos, não são recomendadas para profilaxia, mesmo que elas sejam seguras nos pacientes com alergia a penicilina.

O uso de cefalosporina (exemplo cefalexina) não é a melhor escolha em pacientes alérgicos a penicilina.

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Referência:

Durack DT - Prevention of infective endocarditis. N Engl J Med. 1995;332:38-44.

Strom BL, Abrutyn E, Berlin JA et al - Dental and cardiac risk factors for infective endocarditis. Ann Intern Med, 1998;129:761-769.





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