Qual a importância do câncer de próstata?

O câncer de próstata é o tumor maligno mais frequente entre os homens afeta 17% da população masculina e mata, em média, 8.200 brasileiros por ano, segundo os registros oficiais.

Pelo menos metade das mortes por câncer de próstata ocorridas no país poderiam ser evitadas com diagnóstico e tratamento precoces da doença. Mas, por ignorância ou preconceito, muitos homens só procuram ajuda médica com o tumor em fase avançada, quando as chances de cura não ultrapassam 30%. O diagnóstico na fase inicial possibilita a cura em 85% dos casos.

Qual a melhor idade para começar a fazer o exame?
Existe já um consenso de que todo homem, depois dos 50 anos, tem de fazer um exame de próstata anual: o toque e o PSA.

Embora exista muito preconceito cultural em relação ao exame de toque (quando o médico toca a próstata através do ânus para avaliar a dimensão e consistência da glândula para definir se existem indícios de câncer local), o principal fator que inibe a sua realização é o medo de sentir dor.

O exame de sangue, o PSA, substitui o exame de toque?
Não, os exames têm de ser feitos conjuntamente. O PSA falha em 20% dos casos em que há câncer, o toque falha em 35% dos casos. Fazendo os dois juntos, só escapam 8% dos casos de câncer.

Quais são os grupos de risco?
Existem três grupos de risco de câncer de próstata. Há os que têm história familiar, um parente de primeiro grau com câncer, nesses indivíduos as chances de câncer aumentam de duas a cinco vezes. Um segundo grupo de risco é formado pelos negros, e o terceiro por indivíduos que ingerem dietas com alto teor de gordura.

O tratamento do câncer de próstata causa problemas na área sexual?
O câncer de próstata não causa nenhum problema na área sexual, mas, infelizmente, o tratamento da doença coloca em risco a vida sexual do paciente.
Tanto a cirurgia como a radioterapia, os hormônios que a gente utiliza em alguns casos, todos eles comprometem ou podem comprometer a vida sexual.

Dos homens que fazem cirurgia para tratar um câncer, metade fica impotente. Quando são tratados com radioterapia, de 35% a 40% ficam impotentes. Quando recebem hormônios, todos ficam impotentes.

Entrevista na Radio Bandeirantes AM 1170 - Campinas dia 08/12/2005

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