A tontura, uma das anomalias mais comuns em todo mundo, atinge cerca de 40% da população adulta

          A tontura é uma das anomalias mais comuns em todo o mundo. Ela atinge cerca de 10% da população mundial de ambos os sexos. Embora sua ocorrência seja mais comum em adultos e idosos, crianças e adolescentes também sofrem desse distúrbio. A tontura pode se manifestar mesmo antes dos sintomas de uma doença qualquer. Mais de 40 % dos adultos de acordo com o geriatra e gerontólogo Dr. Armando Miguel Jr. relatam que já sentiram tontura em algum momento de suas vidas.

         As causas da tontura estão geralmente ligadas a disfunções na orelha interna (labirinto) ou no sistema nervoso central. Elas podem estar situadas, também, em outros órgãos do corpo. O sistema vestibular (nervo encarregado de levar informações de equilíbrio ao cérebro) é muito sensível à influência de distúrbios no corpo.

De acordo com o Dr. Armando, o equilíbrio é uma função sensório-motora que tem como objetivo estabilizar o campo visual e manter a postura ereta. Através da integração das informações provenientes de músculos e articulações nos núcleos vestibulares sob a coordenação do cerebelo, é possível manter o equilíbrio.

         Quando há conflito na integração das informações destes três receptores, surge a sensação de perturbação do equilíbrio corporal, causando tontura, também chamada tonteira, zonzeira ou atordoação. Ela se caracteríza por uma percepção errônea, uma ilusão ou alucinação de movimento, uma sensação de desorientação espacial dos tipos rotatório (vertigem) ou não rotatório (instabilidade, flutuação, oscilação), desequilíbrio e distorção visual (oscilopsia). A perda auditiva, dificuldade de entendimento, zumbido, sensação de pressão no ouvido e incômodo com sons geralmente estão também associados com a tontura.

         O geriatra e gerontólogo explica que o desequilíbrio corporal pode ser causado por disfunções do sistema vestibular que podem ser primárias ou as originárias de outros órgãos, chamadas de secundárias. As causas mais comuns destes tipos de desequilíbrios são: traumatismos de cabeça e pescoço, infecções (por bactérias ou vírus), drogas ou medicamentos (nicotina, cafeína, álcool, maconha, anticoncepcionais, sedativos, tranqüilizantes, antidepressivos, antiinflamatórios, antibióticos, etc.), erros alimentares, tumores, envelhecimento, distúrbios vasculares (hiper ou hipotensão arterial, arteriosclerose), anemia, problemas cervicais, doenças do sistema nervoso central, alergias e distúrbios psiquiátricos.

         A descoberta da causa implica, muitas vezes, na realização de diversos exames complementares (sangue, urina, radiológico) ou avaliações em outras áreas médicas (endocrinologia, neurologia, cardiologia, psiquitria, ortopedia, reumatologia, etc.).

         As doenças que podem acometer os sistemas vestibular e auditivos, causando tonturas com ou sem outros sintomas como zumbido e surdez são bastante numerosas. Uma das mais comuns é conhecida por labirintite. A labirintite é uma enfermidade de rara ocorrência, caracterizada por uma infecção ou inflamação no labirinto, como sugere o sufixo –ite. O termo é utilizado de forma equivocada para designar todas as doenças do labirinto. Os termos labirintopatias, para designar as afecções do ouvido interno ou labirinto e vestibulopatias, para designar as afecções que acometem qualquer parte do sistema vestibular ou sistema de equilíbrio, são mais adequados. 

         Ainda dentro dessas doenças podemos citar a cinetose, também conhecida como mal do movimento, caracterizada pelo enjôo em navios e automóveis, doenças do ouvido médio e da tuba auditiva, causadas pela obstrução da tuba que geram zumbidos e a doença de meniere que são as crises vertiginosas com diminuição da audição seguida de uma pressão no ouvido.

         O tratamento é feito de maneira personalizada de acordo com o diagnóstico e com as necessidades de cada paciente, podendo incluir o uso de medicamentos, otoneurocirurgia e reabilitação vestibular, além de correção de erros alimentares, mudanças de hábito e de estilo de vida e aconselhamento psicológico quando necessário.

          A grande maioria dos pacientes (cerca de 90%) responde favoravelmente à terapia antivertiginosa. A maioria dos casos fica definitivamente curada. Outros melhoram significativamente, e apenas poucos casos são rebeldes ao tratamento. Nesses últimos casos, novas estratégias de tratamento podem ser aplicadas até obter-se o melhor resultado possível.

Assessoria de Imprenas

M3F Comunicação Estratégica (www.m3f.com.br)

Jornalista Responsável: Mariana Tamashiro (mariana@m3f.com.br)

Tel.: (19) 3237-8513

Entrevista na Radio Bandeirantes AM 1170 - Campinas dia 29/12/2005




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