Cuidados na hora de viajar podem evitar a trombose

Fique atento as dicas que podem evitar a embolia pulmonar, doenças grave associada a trombose.

 

         

Durante o período de férias é preciso tomar certos cuidados com a saúde, principalmente na hora da viagem, ainda mais se ela for longa. Uma das doenças mais comuns, que pode ter como causa a imobilidade prolongada de uma viagem longa, é a trombose venosa profunda.
         De acordo com Dr. Armando Miguel Jr, essa doença se caracteriza pela formação de coágulos no interior das veias e acontece quando há compressão por um longo período de tempo das veias dos membros inferiores (pernas e coxas) contra as bordas das poltronas. Isso dificulta a circulação do sangue e facilita a sua coagulação. Os sintomas mais comuns são inchação, vermelhidão e dor. No entanto, em 60% dos casos, são assintomáticos e ocorrem em apenas uma das pernas.
         Os pacientes hospitalizados são os mais acometidos pela trombose, já que permanecem muito tempo na mesma posição. Porém um número não desprezível de casos ocorre também em indivíduos não hospitalizados. Nestes casos, o paciente apresenta fatores de riscos que ajudam a causar a trombose, tais como uso de estrógenos (anticoncepcionais, terapias de reposição hormonal), idade acima de 40 anos, obesidade, desidratação, infarto recente, insuficiência cardíaca, gravidez ou puerpério (primeiras seis semanas após o parto), histórico de trombose ou embolia pulmonar, câncer, entre outras, explica Dr. Armando Miguel Jr.
         A doença foi descrita pela primeira vez em Londres, durante a II Guerra Mundial, em pessoas que permaneciam sentadas por longos períodos de tempo em abrigos antiaéreos. Nos anos 50 foram registrados os primeiros episódios relacionados com viagens de avião e, na década de 70, com a popularização dos vôos internacionais, a doença passou a chamar a atenção notadamente pelos casos de embolia pulmonar que resultavam em mortes de passageiros, às vezes em pleno ar.
         Nos anos 90 passou-se a utilizar a expressão síndrome da classe econômica, numa alusão à freqüência deste tipo de evento em passageiros submetidos a uma exigüidade de espaço que dificultava a mobilidade durante as viagens aéreas. A expressão é, contudo, imprecisa, uma vez que a ocorrência de doença tromboembólica não é uma exclusividade dos passageiros da classe econômica. Além disto, a doença ocorre também em viajantes que utilizam outros meios de transporte, como carros e trens.
         Mas, ainda que não exista um estudo conclusivo, é inegável que algumas peculiaridades das viagens aéreas sugerem uma provável associação com doença tromboembólica, maior do que em outros meios de transporte, já que a freqüência das escalas durante uma viagem aérea, quando elas ocorrem, é ditada por motivos econômicos ou técnicos e, naturalmente, não obedece a um padrão regular. A disposição dos assentos, em múltiplas fileiras paralelas, inibe até eventuais idas ao toalete e, de resto, não é aconselhável, por motivos de segurança, que os passageiros fiquem andando durante o vôo, o que facilita a imobilidade prolongada. Além disto, o ambiente do interior das aeronaves é seco e com níveis baixos de pressão atmosférica e de oxigênio, que favorece a desidratação, um dos fatores de risco para a doença tromboembólica.
         O risco de doença tromboembólica (trombose venosa profunda e embolia pulmonar) é relativamente pequeno, considerando o número total de pessoas que viajam. Contudo, em razão da possível ocorrência de embolia pulmonar, que pode resultar em morte durante ou logo após uma viagem, é importante que sejam observadas medidas preventivas.
         Dr. Armando recomenda que ao viajar, procure usar roupas e calçados confortáveis, não colocar objetos embaixo das poltronas para não restringirem os movimentos, mudar sempre de posição na poltrona, não ficar imóvel, evitar cruzar as pernas, beber líquidos como água e suco, evitar o uso de soníferos e bebidas alcoólicas, usar um apoio para os pés, fazer exercícios com as penas (movimentos de extensão, rotação e flexão dos pés) e andar sempre que possível.
         Além disso, o viajante deve procurar utilizar meios de transporte com características favoráveis, como, quando tiver a opção, escolher por uma companhia que tenha espaço disponível entre as poltronas e paradas regulares. Em uma viagem de automóvel, o número de passageiros e a bagagem devem estar de acordo com a capacidade do veículo, e, periodicamente, devem ser programadas paradas em locais seguros, para que os ocupantes possam se movimentar fora do carro.
         Os viajantes com fatores individuais de risco devem reservar assentos no corredor ou próximo às saídas, para facilitar a realização de exercícios. E também devem procurar aconselhamento médico antes da viagem, uma vez que poderá estar indicado o uso de medidas adicionais, como meias elásticas ou medicamentos (ambos têm contra-indicações). Quando o fator de risco for temporário, como acontece nas primeiras seis semanas após o parto, deve-se considerar o adiamento da viagem.
         Dr. Armando alerta ainda para a embolia pulmonar, que é o maior risco para quem sofre com a trombose. Ela acontece quando há desprendimento dos coágulos das veias, que sob a forma de êmbolos podem causar a obstrução de vasos arteriais dos pulmões. A embolia pulmonar produz falta de ar de início súbito, dor torácica, e nos casos mais graves, diminuição da pressão arterial e, por vezes, morte súbita.

 

Serviço

Dr. Armando Miguel Junior

Av Moraes Sales, 1136. 1º andar

Tel.:(19) 3231-9702

Assessoria de Imprenas

M3F Comunicação Estratégica (www.m3f.com.br)

Jornalista Responsável: Mariana Tamashiro (mariana@m3f.com.br)

Tel.: (19) 3237-8513

Entrevista na Radio Bandeirantes AM 1170 - Campinas dia 12/01/2006





Medicina Prática - TUDO SOBRE MEDICINA


Saudegeriatrica.Com.Br® 2009 - 2017 - Desenvolvido por Dinamicsite