Alcoolismo – doença que atinge cerca de 10% da população brasileira

 

 

        

De acordo com um levantamento da Secretaria Nacional Anti-drogas (Senad), feito em novembro de 2005, cerca de 19 milhões de brasileiros são dependentes do álcool, droga considerada a mais consumida no país. Esse número representa quase 10% da população e segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde a década de 70 o consumo no Brasil cresceu 70 %, o que coloca o país entre os 25 maiores consumidores de álcool do mundo.
         Estes números preocupam os médicos, já que o número de dependes tende a aumentar junto com o aumento do consumo.
         O geriatra e gerontólogo Armando Miguel Jr, explica que o alcoolismo é uma doença que afeta a saúde física, o bem estar emocional e o comportamento do indivíduo. Os efeitos físicos ocasionados pelo álcool são diminuição dos reflexos, aumento do risco de doenças como o câncer na língua, boca, esôfago, laringe, fígado e vesícula biliar, pode ocasionar hepatite, cirrose, gastrite e úlcera. Quando usado em grande quantidade pode ocasionar danos cerebrais irreversíveis Além disso, pode causar problemas cardíacos e de pressão arterial, levar à desnutrição, e também malformação congênita quando usado durante a gestação.
         Os efeitos emocionais e comportamentais geralmente são a perda da inibição, sendo que uma pessoa intoxicada com álcool pode fazer coisas que normalmente não faria, como, por exemplo, dirigir um carro em alta velocidade; alteração do humor, ocasionando raiva, comportamento violento, depressão e até mesmo suicídio; perda de memória; prejuízo na vida familiar do alcoolista, ocasionando desentendimento entre o casal, e problemas emocionais a longo prazo nas crianças; e diminuição da produtividade no trabalho.
         De acordo com Dr. Armando, um indivíduo pode tornar-se alcoolista devido a um conjunto de fatores, incluindo predisposição genética, estrutura psíquica, influências familiares e culturais. Sabe-se que homens e mulheres têm quatro vezes mais probabilidade de ter problemas com álcool se seus pais foram alcoolistas e geralmente está associado a outras condições psiquiátricas como transtornos de personalidade, depressão, transtorno afetivo bipolar (antiga psicose maníaco depressiva), transtornos de ansiedade e suicídio.
         Os sintomas da intoxicação pelo álcool dependem de sua concentração no sangue. No início do quadro a pessoa pode tornar-se séria e retraída, ou falante e alegre. Podem ocorrer crises de riso ou choro, mas em geral ocorre sonolência. Gradativamente o indivíduo começa a perder a coordenação motora, apresentando dificuldade para falar e caminhar. Os reflexos tornam-se mais lentos. Intoxicações graves com concentrações maiores de álcool no sangue podem levar ao coma, depressão respiratória e morte.
         Já os sintomas da intoxicação patológica caracteriza-se por intensas mudanças de comportamento e agressividade após a ingestão de uma pequena quantidade de álcool. A duração é limitada, sendo comum o black out (amnésia). Pela violência das manifestações pode ser necessário até internar o paciente além de medicá-lo, alerta Dr. Armando Miguel Jr.
         É importante lembrar que, de acordo com uma pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, o consumo abusivo de álcool tem relação direta com 42,7% dos acidentes de trânsito com vítimas na capital.
         O diagnóstico do alcoolismo é feito através de uma "entrevista" com o paciente e sua família e exame físico. O geriatra e gerontólogo explica que os exames de laboratório não servem para diagnosticar alcoolismo, porém podem dar "pistas" se o paciente faz uso crônico de álcool, e conseguem dar uma idéia aproximada do grau de lesão de alguns órgãos devido aos efeitos tóxicos do álcool, como por exemplo no fígado.
         Dr. Armando ainda lembra que não existe um tratamento ideal para o alcoolismo. Por isso os casos devem ser considerados individualmente, e a partir de um bom exame clínico, deve-se indicar o tratamento mais apropriado para cada paciente de acordo com o grau de dependência e do ponto de desenvolvimento da doença em que se encontra a pessoa. É preciso lembrar também que as recaídas são comuns nos pacientes alcoolistas e que na grande maioria dos casos, o próprio paciente não consegue perceber o quanto está envolvido com a bebida, tendendo a negar o uso ou mesmo a sua dependência dela. Nestes casos, pode-se começar o tratamento ajudando o paciente a reconhecer seu problema e a necessidade de tratar-se e de tentar abster-se do álcool. A indicação de internação, pelo menos como fase inicial de desintoxicação, costuma ser a regra.
         Os grupos de auto-ajuda, como os Alcoólicos Anônimos têm-se mostrado uma das alternativas mais eficazes no tratamento do paciente alcoolista e no acompanhamento de sua família, o que costuma ser indispensável para o bom andamento do tratamento. Algumas medicações podem ser utilizadas para causar uma reação física violenta se a pessoa ingere álcool ou ainda bloquear a vontade e o prazer de beber.

 

Serviço

Dr. Armando Miguel Junior

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Entrevista na Radio Bandeirantes AM 1170 - Campinas dia 12/01/2006




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