Colaboradora : Maíra Silva Mamana

* Naturologa, Pós-graduanda do Curso Saúde e Medicina Geriátrica - METROCAMP

AROMATERAPIA
Aroma: palavra de origem grega que designa "fragrância"; terapia significa tratamento. Assim, temos um tratamento curativo através do sentido do olfato. Os aromas são percebidos pelo sistema límbico, parte do cérebro conectado à emoção.

Aromaterapia - Aromaterapia é a arte e a ciência do uso de óleos essenciais para promover ou restabelecer a saúde e o bem-estar físico, mental e emocional. É uma terapia não convencional, complementar (Tisserand,2003). Fundamentada no conhecimento tradicional de várias culturas desde tempos remotos, atingiu uma nova etapa de desenvolvimento graças aos resultados que estão sendo obtidos com as investigações na área aromacológica.

O foco de tratamento aromaterápico está tanto na área física, cuidando de desordens menstruais, problemas digestivos, como também na área psicológica, tratando por exemplo, insônia, ansiedade e depressão.

A aromaterapia não atua somente de forma emocional; sua atuação química é extremamente intensa e valiosa, sendo fundamental conhecer profundamente os efeitos químicos dos óleos essenciais e seus componentes no organismo humano. Aromaterapia não é apenas o uso de aromas agradáveis, que muitas vezes são sintéticos ou adulterados, usados de forma aleatória sem atender as necessidades físicas e/ou psicológicas que visam o equilíbrio geral do ser humano.

Aromacologia - Aromacologia é um termo criado e registrado como AROMACHOLOGY ®, em 1989, pelo Sense of Smell Institute, formalmente conhecido como Fundação para Pesquisa do Olfato, para descrever o conceito desenvolvido para o estudo das inter-relações entre psicologia e tecnologia de fragrâncias.

A aromacologia busca alcançar os efeitos positivos causados pelos aromas nas emoções e no humor, para trazer bem-estar e melhorar a qualidade de vida humana. Seus estudos referem-se tanto às substâncias naturais quanto sintéticas, isoladas ou combinadas. Portanto, não é uma terapia, mas sim uma ciência em fase e desenvolvimento, que pesquisa os usos e efeitos psicológicos e fisiológicos das fragrâncias e odores, estudando e explorando as relações existentes entre os compostos aromáticos e os estados de espírito que eles estimulam.

Óleos essenciais - São substâncias extraídas de plantas por destilação, expressão á frio ou enfloragem que possuem certas características que as tornam únicas: devem ser puras - sem adição de solventes ou outras substâncias químicas - naturais, aromáticas, curativas, de consistência oleosa e voláteis, ou seja, evaporam à temperatura ambiente. Podem ser extraídas de raízes (vetiver, gengibre - rizoma), folhas (eucalipto, hortelã, patchouli, alecrim, tea-tree, lemongrass, citronela, cipreste), tronco (cedro, sâmdalo, pau rosa), resinas (olíbano e mirra), frutos (laranja, limão, mandarina, bergamota, tangerina, lima), flores (lavanda, gerânio, rosa, néroli, jasmim).

O valor terapêutico dos óleos essenciais deve-se à sua complexidade química, já que eles atuam de diversas maneiras, ao contrário dos produtos quimicamente sintéticos, que atuam de um único modo, relativo ao composto químico ativo. Além disso, um produto sintético jamais terá a variedade de compostos químicos que os óleos naturais contêm, perdendo a sinergia específica advinda da fusão molecular desses elementos, que atuam de maneira bem específica na cura. Essa é a explicação para o fato de obtermos propriedades diferentes e muito mais abrangentes quando usamos os óleos essenciais do que quando extraímos determinada substância dele.

Óleo essencial de Lavanda
- Nome científico: Lavandula officinallis
O termo “lavândula” é derivado do latim “ Lavare”, limpar. É empregado na medicina popular como um sedativo suave.

Método de extração: Destilação a vapor d’água
Indicação terapêutica: Insônia, eczema, queimaduras, edemas.
Aplicação do óleo essencial: extremamente versátil, suas ações incluem a normalização, ação analgésica, anti-séptica, antidepressiva e sedativo.

Referências:

Corazza, S. Aromacologia: Uma ciência de muitos cheiros. 2ª edição, São Paulo: SENAC, 2008.

Motta, L.B. Insônia: Prevalência e fatores de risco relacionados em população de idosos acompanhados em ambulatório. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 10, n°2. Rio de Janeiro, 2007.

Junemann, M.; Tisserand, M. A Magia e o Poder da Lavanda: Seus Segredos e Aplicações. 1ª edição, São Paulo: Madras, 1999.

Reimão, R. Medicina do Sono. 1ª edição, São Paulo: Lemos Editorial, 1999.
Tisserand, R. A Arte daAromaterapia. 13ª edição, São Paulo: Editora Roca, 2003





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