A inapetência (falta de apetite) é um dos grandes responsáveis pela piora do estado de saúde dos idosos. Uma série de fatores pode provocar a inapetência, e dentre eles chama atenção a dificuldade de deglutição dos alimento, interferindo no transporte desse alimento da boca até o estômago. Este fato chama-se de disfagia, e não é uma doença e sim um sinal de algum mal funcionamento da orofaringe ou esofago.

A disfagia pode ser causada por inúmeras doenças, sendo classificadas nas formas: neurogênicas; mecânicas; iatrogências, psicogênicas e decorrente do envelhecimento.

Nos idosos há uma deterioração do sistema sensitivo e motor, decorrente do processo natural do envelhecimento, porém isso não causa a disfagia, mas deixa a fisiologia da deglutição de mais propensa à fragilização.

O aumento do depósito de gorduras e crescimento de tecido fibroso na língua, ocasiona sua hipertrofia, diminuição da mobilidade, alteração na força de propulsão, levando a incoordenação dos movimentos e menor amassamento do alimento junto ao palato, não forma o bolo alimentar.

A disfunção e artrose da articulação temporo-madibular leva a uma diminuição da força mastigatória; o alimento é pouco triturado e ocorre a incapacidade de lateralizar o alimento na boca. Outro fator prejudicial é a incontinência labial que ocorre com muita freqüência.

A perda das papilas gustativas, alteram o paladar do idoso, sendo um dos maiores responsáveis pela recusa na alimentação. As perdas dentárias ou próteses mal adaptadas completam o terrível quadro.

Todas estas disfunções resultam em engasgos, tosses e pigarros constantes, mesmo sem estar se alimentando. O idoso se recusa a usar alimento sólidos, usa muito líquido nas refeições, pode ter regurgitação nasal, dificuldade de mastigação, isolamento durante a refeição (vergonha de atos incovenientes -vômitos, regurgitação nasal, tosse, espirros - ou de ser repreendido durante o almoço e ou jantar em família).

Como citamos anteriormente existem inúmeras causas que promovem a disfagia, podem ser um sinal de alerta para doenças graves como o câncer de laringe. O idoso deve fazer uma avaliação periódica aos odontologias, otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos, pois estes profissionais podem diagnósticar e tratar corretamente as disfunções da deglutição, evitando a desnutrição e isolamento social.

Referências:

Kennedy, J. G. & Kent, R. D. Physiology substrates of normal deglutition.
Dysphagia,1988; 3: 24 -37.
Dodds, W. The physiology of swallowing. Dysphagia, 1989;3, 171-178.
Russo I - Intervenção Fonoaudiológica na Terceira Idade - Editora Revinter, São Paulo,1999.
Freitas EV et al - Tratado de Geriatria e Gerontologia - Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeiro,2002.
Macedo Filho ED et al - Disfagia: Abordagem multiprofissional Editora Frôntis, São Paulo,1999
Jacobi J - Disfagia: Avaliação e tratamento - Editora Revinter, São Paulo,2003




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