Resenha

Colaboradora: Astrid de Arruda Celidonio Florentino *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

A privação do sono, teve seus estudos iniciais em 1894 por Marie de Manacéine realizada em animais, prosseguindo ainda em 1912 com uma série de estudos de alteração do comportamento em cães, passados um período de privação do sono. Em 1953, Aserinsk e kleitman  identificaram o sono REM no homem e puderam comprovar as pesquisas mediante a supressão dessa fase do sono.

Sabemos hoje que a privação do sono interfere negativamente na qualidade de vida do homem e na produtividade, também no aumento do índice de acidentes.

O primeiro estudo de privação seletiva de sono no homem, foi realizado por Dement (1960) e consistia em acordar os voluntários no início de cada episódio do sono REM. A importância em estudar sobre a privação do sono, é para melhor compreensão da função fisiológica de imunorreguladores endógenos durante o sono, e seus efeitos para o sistema imunológico uma vez que se verifica ser uma condição da atualidade, ou seja, houve uma diminuição progressiva e importante na média de duração do sono nas últimas décadas na população em geral, afetando também a população idosa.

Os fatores que contribuem para a instalação dos distúrbios do sono em idosos, são as alterações metabólicas e hormonais, os medicamentos (opiáceos), dores e mudanças do ambiente (ex. internação hospitalar), etc. Afetando o sistema imunológico, o organismo torna-se mais susceptível à infecções oportunistas.

Os efeitos neurofisiológicos da privação do sono incluem: excitabilidade, irritabilidade e dificuldade de concentração. Há trabalhos recentes que provam a estreita relação entre sono paradoxal ou REM e a consolidação da memória.

Em 1980, Miles e Dement relataram em estudos, que 90% da população idosa acima de 65 anos apresentavam queixas e problemas de sono, com fragmentação do sono noturno e inúmeros despertares. Como conseqüência desta fragmentação, o idoso desenvolve um grau de sonolência fisiológica diurna, consequentemente com alterações no padrão de sono, desenvolvendo os distúrbios, pois ele apresentará diminuição na capacidade de dormir. Outras alterações que interferem com o padrão do sono são: os problemas respiratórios durante o sono; aumento da atividade mioclônica noturna; mudanças de fase do sono; depressão e demências; dores e limitação da mobilidade, hábitos de sono insatisfatórios; refluxos gastroesofágicos; causas iatrogênicas e causas ambientais.

Dentre os distúrbios mais freqüentes nos idosos, estão as insônias, as parassonias, a hipersonia, os distúrbios do movimento noturno (síndrome das pernas inquietas) e a apnéia do sono.

Parassonias: São pouco freqüente nos idosos, considerado como distúrbios motores e autossômicos do sono por Parkes em 1986. Dizem respeito à mioclonias, (movimentos involuntários assimétricos e com assincronias na face, braços e pernas) sonambulismo, fala noturna pesadelos e confusão mental noturna.

Hipersonias: É manifestado pelo fato de dormir demais.

No idoso, a manifestação da hiperssonia, é a sonolência excessiva por dificuldade em manter a vigília e isso pode trazer conseqüências graves para o idoso, devido aumentar os riscos de acidentes domésticos e como conseqüência, aumentar o risco de mortalidade.

Apnéia do Sono
: é caracterizado por um padrão respiratório anormal.

Referências:

Tufik, S. Medicina e Biologia do Sono;  Instituto do sono SP:cap.20-26; pag.240-305: ed. Manole, 2008

I CONSENSO BRASILEIRO DE RONCO E APNEIA DO SONO,2000. In:Sociedade Brasileira do Sono.[on line]

Alfredo, C. Neto, L. T. Consulta Geib; Sono e Envelhecimento. Ver. Psiquiatria. RS, 25(3):453-465, set/dez.2003




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