Painel

O órgão olfativo é a mucosa que forra a parte superior das fossas nasais - chamada mucosa olfativa. Esta mucosa é muito rica em terminações nervosas do nervo olfativo. Os dendritos das células olfativas possuem prolongamentos sensíveis (epitélio olfatório), que ficam mergulhados na camada de muco que recobre as cavidades nasais.

Nariz - anatomia

O epitélio olfativo humano contém cerca de 20 milhões de células sensoriais, cada qual com seis pêlos sensoriais (um cachorro tem mais de 100 milhões de células sensoriais, cada qual com pelo menos 100 pêlos sensoriais). Os receptores olfativos são neurônios genuínos, com receptores próprios que penetram no sistema nervoso central.O epitélio olfatório é o único que apresenta uma renovação contínua, o que torna o sistema olfatório um bom modelo de estudo de como a neurogênese e a apoptose se interagem para regular o número de neurônios durante o desenvolvimento e o processo de regeneração. Quando ocorre uma obstrução unilateral de uma das fossa nasais, observa-se no epitélio olfatório um grande número de células em apoptose, com redução da percepção dos odores.
Os produtos voláteis ou de gases perfumados ou ainda de substâncias lipossolúveis que se desprendem das diversas substâncias, ao serem inspirados, entram nas fossas nasais e se dissolvem no muco que impregna a mucosa olfativa, atingindo os prolongamentos sensoriais. A perda completa do olfato recebe o nome de anosmia.

Como o olfato afeta o paladar, os indivíduos resfriados freqüentemente acham que os alimentos não possuem o mesmo sabor. As células que detectam o odor podem ser lesadas temporariamente pelo vírus da gripe. Alguns indivíduos não conseguem sentir cheiros ou sabores durante vários dias ou mesmo semanas após um episódio de gripe.

Ocasionalmente, a perda do olfato ou do paladar persiste durante meses ou pode inclusive tornar-se permanente. As células que detectam os odores podem ser lesadas ou destruídas por infecções sérias dos seios da face ou pela radioterapia no tratamento do câncer. Contudo, a causa mais comum de perda permanente do olfato é o traumatismo crânio-encefálico, produzido freqüentemente por um acidente automobilístico. As fibras do nervo olfatório (o nervo que contém os receptores do olfato) são seccionadas ao nível da lâmina cribriforme (osso da base do crânio que separa o espaço intracraniano da cavidade nasal).

A hipersensibilidade aos odores (hiperosmia) é muito menos comum que a anosmia. O sentido distorcido do olfato, o qual torna os odores inócuos desagradáveis (disosmia) pode ser conseqüência de infecções dos seios da face ou de uma lesão parcial do nervo olfatório. A disosmia também pode ser causada por uma higiene dental inadequada, a qual pode acarretar infecções bucais que produzem um mau odor que é detectado pelo nariz.

Algumas vezes, indivíduos com depressão apresentam disosmia. Alguns indivíduos que sofrem de epilepsia originária da parte do cérebro onde os odores são detectados (o centro olfatório) apresentam sensações de odores desagradáveis (alucinações olfatórias) que são muito fortes e de curta duração.

Referência:

Distúrbios do olfato e do paladar Cap. 72 - Manual Merck [on line]





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