Conceitos

O índice de desenvolvimento humano (IDH) é uma ferramenta criada pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Este ranking é liderado pelos países escandinavos como a Noruega, Finlândia, Suécia e Islãndia; o Brasil ocupa somente a 54a posição. Este índice utiliza para o seu cálculo a renda, a educação e alongevidade.

O IDH parte do pressuposto de que para aferir o avanço de uma população não se deve considerar apenas a dimensão econômica, mas também outras características sociais, culturais e políticas que influenciam a qualidade da vida humana.

Criado por Mahbub ul Haq com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998, o IDH pretende ser uma medida geral, sintética, do desenvolvimento humano. Não abrange todos os aspectos de desenvolvimento e não é uma representação da “felicidade” das pessoas, nem indica “o melhor lugar no mundo para se viver”.

No Brasil, o IDH tem sido utilizado pelo governo federal e por administração Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M), que pode ser consultado no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, um banco de dados eletrônico com informações sócio-econômicas sobre os 5.507 municípios do país, os 26 Estados e o Distrito Federal.

Peso da longevidade no futuro IDH brasileiro

O IBGE divulgou estudo feito a partir dos censos de 1991 e de 2000, mostrando que em 1991 havia 7 milhões de brasileiros com mais de 65 anos de idade. Nove anos depois, esse contingente chegou a 9,9 milhões, um acréscimo de 41%. Como o aumento dos idosos, por sua vez, foi também superior ao aumento do total da população, a proporção dos que tinha mais de 65 anos no total da população cresceu de 4,8% para 5,8% nesse período.

Este processo de envelhecimento populacional não é lento a exemplo de países como a França que a sua população idosa dobrou de 7% para 14% em 120 anos (1865-1980), já no Brasil isto poderá ocorrer num período de 25 anos (2011 a 2036). Assim, espera-se que em 2020, uma em cada 13 pessoas tenha 65 anos ou mais, totalizando 16,2 milhões de idosos.

A valorização profissional torna-se difícil em parte devido às condições de alfabetização dessa população; em 1991, 44,2% dos maiores de 59 anos não sabiam ler e escrever.

Certamente, estes números influenciarão nos nossos futuros IDH, possivelmente melhorando nosso ranking. Cabe aos progamas do governo melhorar os nossos índices de analfabetismo e com isso a nossa renda per capita.

Referências:

Chaimovicz F. Os idosos brasileiros no século XXI – demografia, saúde e sociedade. BeloHorizonte: Postgraduate 1998. 92p.

IBGE. Censo demográfico - 1991: resultados do universo relativos às características da população e dos domicílios. Rio de Janeiro, 1994.

PNUD - http://www.pnud.org.br/atlas/oque/index.php

IBGE –Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

WorldBank (Banco Mundial)




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