Opinião

Estudo divulgado pelo IBGE, feito a partir dos censos de 1991 e de 2000, mostra que na década passada havia 7 milhões de brasileiros com mais de 65 anos de idade. Nove anos depois, esse contingente chegou a 9,9 milhões, um acréscimo de 41%.Como o aumento dos idosos, por sua vez, foi também superior ao aumento do total da população, a proporção dos que tinha mais de 65 anos no total da população cresceu de 4,8% para 5,8% nesse período.

Os dados acima demonstram que o país está envelhecendo. A questão que surge é; - quanto tempo de vida os idosos terão? A partir desta resposta poderemos estudar programas que melhorem a qualidade de vida e redirecione os recursos necessários. Não adianta viver mais, se a qualidade de vida for ruim e as atenções às doenças não transmissíveis não contemplarem um controle adequado e eficaz. Ou seja, poucos centros de reabilitação, poucos locais especializados no atendimento ao idoso, moradias inadequadas, etc.

A estimativa de sobrevida, para cada idade, baseia-se no número de mortes registradas no ano em cada faixa de idade e qual a probabilidade de sobreviver de um ano para outro. Isso nos mostra que em 2005 homens com idade entre 60 e 70 anos têm uma expectativa de viver mais entre 13,2 e 19,2 anos, ou seja, podem viver entre 83,2 anos e 79,2 anos.
A mulher com idade entre 60 e 70 anos poderá viver mais entre 15,2 e 22,3 anos, ou seja, 3 anos mais que os homens.

Apesar de estarmos ganhando expectativa de vida, o Brasil ainda está muito distante de países desenvolvidos como Japão, Suíça ou Itália, onde a expectativa de vida é superior a 80 anos. A expectativa de vida divulgada para 2005 colocaria o Brasil apenas na 80ª posição num ranking de 192 nações feito pela ONU, praticamente o mesmo patamar de Líbano e Arábia Saudita.

Apesar das análises dos dados dos censos de 2000 a 2005 não demonstrar variação no ranking das unidades da federação, com relação a esperança de vida, estes mostraram que existem diferenças significantes entre as diversas regiões brasileiras. A maior expectativa em 2005 foi encontrada no Distrito Federal (74,9 anos), seguido de Santa Catarina (74,8 anos) e do Rio Grande do Sul (74,5 anos). As piores taxas foram verificadas em Alagoas (66 anos), Maranhão (66,8 anos) e Pernambuco (67,5 anos). Estas taxas permitem igualar o Distrito Federal com a expectativa de vida no México que ocupa a 51 ª posição.

Ainda temos muito que investir nas áreas da geriatria e gerontologia para atingirmos o padrão de excelência destes países.




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