Falta de apetite nos idosos - Final de inúmeras causas

A falta de apetite do idoso está muito relacionada com mudanças fisiológicas decorrentes do envelhecimento, com a perda dos sentidos visual, olfativo e gustativo, e também pode estar relacionado com a situação econômica, familiar e social que se encontre o idoso. Tudo isso associado à má alimentação habitual do idoso pode trazer sérias conseqüências à sua saúde.

Geralmente o idoso deixa de comer certos alimentos por acreditar que eles podem fazer mal ou causar indigestão, quando na verdade está deixando de ingerir nutrientes fundamentais para prevenção de doenças e manutenção da saúde.

 

As pessoas tendem a perder peso a partir dos 60 anos, devido à progressiva perda de massa óssea e massa muscular. No entanto, o emagrecimento nesta fase da vida pode também estar relacionada a alterações metabólicas como ocorre no diabetes sem controle, por exemplo, em doenças digestivas ou intestinais, na moléstia cancerosa, e também em problemas psicológicos.

 

De acordo com o geriatra e gerontólogo Armando Miguel, os dentes e a gengiva são importantes fatores para a boa ou má alimentação das pessoas. Dificuldades para mastigar devido à presença de cáries, doenças periodontais, próteses inadaptadas, falta de dentes e dentaduras defeituosas ou em precário estado de conservação ajudam a causar a falta de apetite. Segundo ele ainda, a refeição deve ser apresentada de forma atrativa e saborosa. Para isso, é importante que os sentidos olfativo e a visão estejam bem apurados. Assim uma dica do Dr. Armando é prestar atenção se o idoso está enxergado direito, se está com o olfato apurado, se está com a língua e suas papilas gustativas em bom estado. Recomenda-se, uma boa higiene bucal (escovar os dentes e a língua, procurar passar periodicamente um anti-séptico bucal e ir ao dentista com regularidade).

 

Dr. Armando lembra que a convivência em família e o convívio social é muito importante para o idoso, pois vai estimular seu apetite, sua memória e afastar a sensação de solidão muito comum entre eles. Outra recomendação é que a alimentação seja variada, mas com moderação e balanceada. Para isso, recomenda-se procurar uma nutricionista para preparar um cardápio adequado para cada um, levando em conta o gosto do idoso e possíveis restrições em casos de diabéticos, por exemplo. Além disso, o geriatra alerta para a temperatura dos alimentos. Eles não devem ser muito quentes nem muito frios, pois podem causar a perda da sensibilidade. O ideal é que o alimento seja servido morno, de preferência na temperatura do corpo (cerca de 37º à 39º) ou na temperatura ambiente para líquidos (água, suco, refrigerante).

 

Restaurantes por quilo são uma boa opção para os idosos, já que apresentam uma grande variedade de comida e geralmente bons preços.

 

Ao observar mudanças no habito alimentar do idoso, procure imediatamente um geriatra que indicará o que pode ser feito para melhor o seu apetite e eventualmente tratar o paciente, no caso de uma doença.

Entrevista na Radio Bandeirantes AM 1170 - Campinas dia 03/11/2005





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