Num período de dois anos, 65% da população geral fica sofrendo de alguma forma de astenia, e em 30 % dos casos, sua duração supera um mês.

Tem sido demonstrado que as mulheres são mais sensíveis � astenia e que a idade acima de 40 anos é a de maior risco.

A astenia afeta muitos aspectos da vida diária, sobretudo, causando sonolência, dificuldade de concentração, prejuízo na função de memorização, impotência, frigidez, queda da resistência física e inapetência.

A astenia parece constituir um sinal de sobrecarga das capacidades de reconstituição do organismo e um manuseio precário dos recursos do corpo pelo sistema reticular ativador (SRA)*, que é composto de uma vasta rede de pequenos neurônios altamente ramificados, que se estende desde a medula oblonga até o diencéfalo, onde se projeta no hipotálamo.

O SRA esta envolvido na coordenação da atividade motora voluntária, em funções autônomas e endócrinas, percepção sensorial, memorização e ativação de todo o córtex. O SRA pode ser ativado por qualquer modalidade sensorial, vias aferentes hipotalâmicas e corticais.

A astenia é um quadro que merece uma rápida intervenção terapêutica, pois pode cronificar-se com lesões difícil controle.

Por suas múltiplas faces clínicas, geralmente leva ao paciente recorrer a auto-medicação. Os fármacos com ação pró-colinérgicas que atuam sobre tudo nos receptores muscarínicos parecem produzir boa resposta clínica.

CID - F.480 = Neurastenia

diencéfalo* SRA - O sistema reticular ativador é uma rede de neurônios localizados no tronco cerebral responsáveis pela manutenção da vigília. O SRA leva impulsos do tronco cerebral para todo o cérebro.Sua lesão portanto,leva ao estado de sono. Recebe os estímulos provenientes do meio exterior. Seleciona e filtra, para que somente os estímulos necessários e suficientes atinjam o hipotálamo. O hipotálamo funciona como um segundo filtro selecionando os estímulos, enviando posteriormente para a hipófise que comanda as glândulas endócrinas, e para o córtex cerebral que é o terceiro filtro, onde o excesso de estímulos é novamente conduzido ao hipotálamo.

Referência

Abhey S, Garfinkel PE: Neurasthenia and chronic fatigue syndrome: The role- of culture in making of a diagnosis. Am J Psyciam- 148: 1638-1646, 199 1.

Shafran S: The chronic fatigue syndrome. Am J Med 90:730-739. 199 1.





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