Quando sadios, os pés garantem a sustentação e o deslocamento de nosso corpo, suportando cargas enormes durante a marcha, a corrida e o salto sem qualquer dor ou desconforto. É composto por estruturas complexas, as quais fazem parte: 28 ossos entre si, articulações, ligamentos, nervos e músculos.

A principal complicação nos pés deve-se as doenças adquiridas, como: marcha inadequada, uso prolongado e inadequado de calçados, dores devido a traumas ou inflamações ou doenças hereditárias. Essas complicações são agravadas pela fadiga, idade, trauma e pressão inadequada dos calçados.

Para manter pés saudáveis é necessária boa circulação sanguínea, pois é o sistema responsável pelo transporte que fornece sangue oxigenado para os pés e leva-o de volta para o coração e pulmões. Os nervos possuem um papel importante para a saúde dos pés, onde enviam sinais para o cérebro quando eles sentem dor, pressão ou alterações térmicas em seus pés.

Indivíduos que possuem circulação deficiente (ou doença vascular periférica) são prejudicados no transporte sanguíneo. As principais causas para adquirir essa deficiência, são condições de saúde existentes ou hábitos no estilo de vida. Os principais sinais para identificar essa alteração, são: ter a pele grossa, seca, e escamosa, ou apresentam calos ou rachaduras; ter pés frios, pálidos, de cor azulada ou incham; doem quando anda ou descansa; apresentam feridas que não cicatrizam; perdem a sensibilidade.

A Neuropatia é a lesão que impede que os nervos em seus pés sintam dor ou pressão, detectam alterações térmicas e mantenham o equilíbrio quando o indivíduo está em pé. Os sinais de identificação são: perda da sensibilidade (dormência); queimação, dor penetrante que piora à noite; feridas e úlcera de pressão que podem ser indolores.

Pode ser difícil determinar se apresenta circulação deficiente ou neuropatia, porém, ambas influenciam na capacidade de determinar corretamente a temperatura, assim, é necessário alguns cuidados, como: verificar a temperatura da água do banho com a mão; quando andar descalço, observar a temperatura da superfície do chão; evitar queimaduras nos pés por água, sol ou aquecedores.
 
Manter os pés limpos tem grande importância para prevenção de infecção, especialmente na presença de diabetes ou neuropatia. Portanto, os pés devem ser limpos diariamente com água e sabão. Deve-se assegurar de secar bem entre os dedos, evitando umidade entre eles, pois facilita a proliferação de fungos e bactérias. Para maior eficaz, é recomendado o uso de toalha de papel ou papel higiênico que absorve melhor a umidade do que uma toalha de pano. As unhas devem ser aparadas, utilizando o material adequado – cortador de unhas limpo ao invés de tesoura - o corte deverá ser em linha reta para evitar que encravem. Na prevenção de rachaduras e securas, devem-se manter os pés hidratados. Pés ressecados são comuns em idosos. As causas comuns são: o tempo frio e os banhos freqüentes. O banho elimina os óleos superficiais, permitindo que a pele torne-se seca.

O aumento de pressão ou agressões externas provoca calos. A calosidade é uma reação cutânea desenvolvida como resposta a um estímulo de pressão local. Ocorre por razões externas (aumento do peso corporal, ação dos calçados, hiperuso) ou por razões internas (presença de irregularidades ósseas congênitas ou adquiridas), ocorre o aumento da pressão, acelera-se a formação de placas queratinizadas (calosidades) que recobrem a região comprometida. A prevenção é muito importante, porém, após a formação da calosidade, há uma gama de produtos que proporcionam melhora, como: os agentes queratolíticos que dissolvem a queratina e contêm o ácido salicílico; dispositivos de proteção com formatos adequados, aliviando a pressão no local; utilização de uma pedra pome durante o banho; ou podem ser aparados com o auxílio de um bisturi por um médico ou um enfermeiro.
A escolha do sapato adequado e essencial para um pé saudável. O sapato que calça mal pode causar feridas, deformação dos dedos, bolhas e calosidade. O sapato ideal deve oferecer proteção (solas firmes e a parte superior macia); evitar salto alto e sapatos pontudos; adquirir sapatos do tamanho adequado dos pés.
O diabetes mellitus é uma síndrome heterogênea, de etiologia múltipla, decorrente da falta de insulina, ou também da incapacidade da insulina em exercer adequadamente seus efeitos. Caracteriza-se por hiperglicemia crônica com distúrbios do metabolismo intermediário dos carboidratos, lipídios e proteínas, que está associada a complicações crônicas e falência de vários órgãos, principalmente, olhos, rins, nervos e vasos sangüíneos.

O pé diabético causa alterações que ocorrem nos pés decorrentes de complicações da diabetes mellitus: a neuropatia diabética (alterações nos nervos periféricos), problemas circulatórios (micro e macroangiopatia diabética) e a infecção. O menor fluxo sangüíneo proporciona a formação de feridas que se infeccionam e de difícil cicatrização (úlceras de perna) podem levar à gangrena. O paciente portador de diabetes há alguns anos, é um candidato a ter neuropatia que associada a alterações da circulação sangüínea (micro e macroangiopatia diabética), torna o paciente mais vulnerável a infecções nos pés.
 
A microangiopatia e a neuropatia fazem com que o diabético esteja mais predisposto à infecção do que outras pessoas devido à má oxigenação dos tecidos decorrente da circulação sangüínea deficiente e diminuição das defesas protetoras.
A formação de calosidades, comum nas partes de maior pressão na planta (sola) do pé ou do dedo, comporta-se como corpo estranho provocando esmagamento do tecido subcutâneo com extravasamento de sangue. Isto forma um meio de cultura que facilita o crescimento de bactérias que irá evoluir para um abscesso. Devido à sensibilidade diminuída, como que anestesiado por causa da neuropatia, nem sempre o paciente tem consciência que seu pé está com um abscesso porque tem menor acuidade visual, causando complicações futuras.
 
A infecção no pé pode invadir facilmente os tecidos vizinhos atingindo também os ossos levando à osteomielite, causando deformações ósseas.
 
O paciente com diabetes mellitus precisa realizar um exame cuidadoso do pé diariamente com ênfase para a região abaixo do calcanhar. Se o paciente tiver dificuldade de enxergar, deve pedir a ajuda de alguém para que o ajude a fazer a inspeção cuidadosa do pé e informar sobre a sensibilidade do mesmo (falta e diminuição de sensibilidade), a presença de calosidades e feridas.

Para prevenir lesões nos pés, o paciente diabético deverá:
• Manter os pés limpos e secos;
• Não usar sapatos e meias apertados;
• Não utilizar material cortante nos pés;
• Não andar descalço;
• Não lavar os pés com água quente;
• Passar loção hidratante nas pe



Medicina Prática - TUDO SOBRE MEDICINA


Saudegeriatrica.Com.Br® 2009 - 2017 - Desenvolvido por Dinamicsite