Editorial

bacilosAs infecções Hospitalares são vista como uma falha no processo de atendimento médico, gerando altos custos humanos e financeiros. Estudo multicêntrico norte-americano estimou a ocorrência de aproximadamente 88.000 óbitos por ano em conseqüência da infecção hospitalar. No Brasil, estima-se que 5% a 15% dos pacientes internados contraem alguma infecção hospitalar. Uma infecção hospitalar acresce, em média, 5 a 10 dias ao período de internação.

 

Os avanços tecnológicos, sobretudo no suporte à vida, têm mudado de forma radical o entendimento hospitalar. De algum tempo, as modalidades de atendimento médico não se restringe ao ambiente hospitalar, com o surgimento dos hospitais-dia, home-care, clinicas de diálise, de oncoterapia e instituições de longa permanência. Apesar disto, a infecção dita hospitalar continua a preocupar toda a classe médica.

 

O aumento da prevalência da infecção hospitalar deve-se a dois fatores fundamentais, primeiro o avanço tecno-científico, com a disseminação do suporte de avançado de assistência à vida (UTI móveis, UTI domiciliares, etc), a realização de grandes cirurgias (politraumas), o freqüente uso de drogas imunossupressoras e antibióticos de amplo espectro, nos pacientes oncológicos e transplantados; segundo o perfil dos pacientes assistidos, idosos e longevos portadores de desnutrição, múltiplas patologias e imunossenescência (deficiência imunológica decorrente da idade).

 

O controle das infecções hospitalares é um dos critérios de excelência na análise para a acreditação de um atendimento médico-hospitalar.

 

Observando o panorama da situação das infecções nos hospitais brasileiros o Ministério da Saúde normatizou a Portaria 2.616 de 1998 que determinava a obrigatoriedade da existência de Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) em todos os serviços hospitalares.

 

As ações de combate à infecção hospitalar envolvem processos simples como a lavagem e higienização das mãos, como dispositivos de alta complexidade. Porém, é universal, que a prevenção e o controle depende da sensibilização e mobilização de todos os profissionais que atuam junto a assistência à saúde, P a P (do porteiro ao patologista), nesta guerra árdua. A agencia nacional de vigilância sanitária (ANVISA) instituiu um programa de informações no sentido de conhecer melhor o panorama do controle das infecções nos serviços de saúde do Brasil. Para vencer uma guerra é fundamental conhecer o adversário, e os sistemas de informação e comunicação a arma principal. Veja as informações da ANVISA no SINAIS.

 

SINAIS - Sistema Nacional de Informação para o Controle de Infecções em Serviços de Saúde [on line]

 

O sistema SINAIS é uma iniciativa da ANVISA, com o intuito de oferecer aos hospitais brasileiros e gestores de saúde, uma ferramenta para aprimoramento das ações de prevenção e controle das infecções relacionadas à assistência de saúde. O uso do programa é gratuito para todos os hospitais, independente da entidade mantenedora.

 

Sua utilização pelos hospitais do País é uma ação importante para o efetivo controle de infecções hospitalares. Esta ferramenta vai possibilitar a consolidação do sistema de monitoramento da qualidade da assistência dos serviços de saúde no Brasil. O Sistema permite a entrada de dados e emissão de relatórios em uma rotina de trabalho que acompanha as atividades já desenvolvidas pelas Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). A análise dos indicadores, obtidos de forma rápida e eficiente, permitirá a compreensão abrangente, ao mesmo tempo detalhada, do comportamento dessas infecções e do impacto das medidas de controle adotadas.

 

Referências:

 

Medeiros EAS - Prevenção da infecção hospitalar. Projeto Diretrizes - Sociedade Brasileira de Infectologia, AMB, CFM, [ on line]

 

Infecção Hospitalar e suas interfaces na área da saúde [on line]




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