Em 2002, Conselho Brasileiro de Oftalmologia apontam que aproximadamente 2,9 milhões de brasileiros, com mais de 65 anos de idade, apresentam casos de degeneração macular senil, também conhecida como degeneração macular relacionada à idade (DMRI), e com o aumento da expectativa de vida, é natural que este número se eleve. A moléstia afeta cerca de 30 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo a maior causa de cegueira a partir dos 50 anos, nos EUA e responsável por 50% dos casos de cegueira no Reino Unido.
 
Por DMRI conhecemos os danos ou falência da mácula, uma região muito pequena e central da retina que é  responsável pela precisão da "Visão Central", a qual usamos para ler, dirigir, reconhecer fisionomias, etc. É o ponto da retina no qual os raios de luz se encontram após serem focados pela córnea e pelo cristalino do olho (veja a figura). Se a mácula estiver lesada o olho ainda vê objetos nos lados "Visão Periférica" pois somente a parte central da visão é bloqueada, é como se uma mancha fosse feita no centro de uma gravura e as imagens ao redor da área manchada ainda pudessem ser estar claramente visíveis.

 

Cerca de 90% da sua forma clínica de apresentação é do tipo seca ou geográfica, menos grave, com menor perda da visão central. A forma exsudativa, embora menos freqüente, assume quadros muito mais graves. Evolui com membranas neovasculares sub-retinianas que podem ser clássicas, ocultas, mistas, disciformes tardias, além dos descolamentos do epitélio pigmentar. A forma seca pode, eventualmente, progredir para a forma exsudativa.

 

Efeito das radiações Ultravioleta - luz solar é uma fonte significativa das radiações UV, que são divididas em duas faixas principais, a UV-A e UV-B. UV-A é a radiação de comprimento de onda mais longa, perto do azul no espectro visível e a que normalmente induz à Degeneração da Macula entre as pessoas acima de 60 anos.
Papel da Luteína - descobriu-se que a Luteína que é o carotenóide mais abundante encontrado nas frutas e vegetais é encontrado também, depositado em grandes quantidades na retina e na mácula do olho (parte central da retina, região de maior acuidade visual e que possui cor amarelada justamente pela sua presença) e se mostra essencial para a sua preservação, sendo o antioxidante predominante e desenvolvendo papel fundamental contra os efeitos nocivos dos raios ultravioletas, protegendo os tecidos da oxidação ao filtrar a luz azul e destruir os radicais livres.
Pesquisas verificaram existir grandes benefícios a partir da suplementação de vitaminas, minerais, carotenóides e dentre este a luteína que é encontrada naturalmente em legumes de folha verde e frutos, mas não é produzida pelo organismo, tanto na prevenção da degeneração macular, quanto da catarata.

 

Tratamento

 

No tratamento atual da DMRI exsudativa, o foco está sempre direcionado na destruição da membrana neovascular, que é o resultado final do processo exsudativo. Portanto todas as opções disponíveis nos dias de hoje apresentam enormes limitações.

 

Até bem pouco tempo atrás a fotocoagulação a laser se consistia na única modalidade bem estudada e aceita mundialmente para o tratamento da membrana neovascular subretiniana. Porém, o tratamento ideal é o baseado na patogênese da doença, em um estágio bem anterior à formação dos complexos neovasculares, daí a proteção contra os raios ultravioletas e a dieta com produtos que tem luteína.
Programas de pesquisa vem investigando intensamente drogas inibitórias da angiogênese, radioterapia, transplantes de epitélio pigmentar retiniano, uso de nutrientes entre muitos outros. Destes, o que tem despertado interesse crescente é a inibição da angiogênese tendo como alvo o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF).

 

Referências:

 

Gomes AMV – Degeneração macular relacionada à idade: como enfrenta-la? SINOPSE DE OFTALMOLOGIA Vol.4 N.4: 116-119,2002.

 

Thomas, A.C.; Ronald P.D.; Alon H. - Age-related macular degeneration: a review of experimental treatments. Surv Ophthalmol. 43: 134-146, 1998.

 

Gildo, Y.F.; Mark S.H.; Dante J.P.; Andrew P.S.; Kah-Guan A.E.; Eugene D.J. - Initial experience of inferior limited macular translocation for subfoveal choroidal neovascularization resulting from causes other than age-related macular degeneration. Am J Ophthalmol. 131: 90-100, 2001.





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