Importância para saúde publica

 

A gripe é considerada uma das doenças infecciosas que mais preocupam as autoridades sanitárias em todo mundo. No último século, ocorreram três pandemias (epidemia em escala mundial) responsáveis por mais de 50 milhões de mortes, problemas sociais e perdas econômicas. Acredita-se que uma nova pandemia poderá acontecer nos próximos anos, provocando milhões de casos da doença. A característica mutável do vírus influenza, causador da gripe, reforça essa hipótese.

 

A campanha de vacinação do idoso segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda de priorizar campanhas de vacinação anual para os idoso. Pois, a gripe entre jovens não representa problema de saúde pública, mas o organismo do idoso é mais vulnerável à gripe. Assim, eles podem sofrer complicações, como a pneumonia ou a desestabilização de um quadro de doença cardíaca ou renal.

 

O Brasil é um dos poucos países que oferecem gratuitamente a vacina para maiores de 60 anos. As campanhas de vacinação de idosos começaram em 1999, onde a população alvo foi a de 65 anos de idade ou mais, conseguindo-se vacinar 7.519.114 de idosos, isto é, 87,3% da estimativa para esta faixa etária. Em 2005, o país superou a meta e vacinou 83,9% da população com mais de 60 anos, conquistando uma das melhores coberturas vacinais em todo o mundo.
Em 2006, por ocasião da oitava campanha foram vacinados 11 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 70% dos 15,7 milhões de idosos do país. Esta campanha, mobilizou-se 251 mil pessoas, entre servidores e voluntários, em 73,7 mil postos de vacinação em todo o país. Foram utilizados 27,7 mil veículos, incluindo carros e barcos para a locomoção das equipes, além de um avião.

 

O investimento do Ministério da Saúde na campanha foi de R$ 130,5 milhões de reais, dos quais R$ 118,6 milhões foram aplicados na compra de 18,6 milhões de doses contra o vírus influenza.O restante dos recursos foi utilizado na aquisição de 240 mil doses contra pneumococos, de 4 milhões de doses difteria e tétano e de 1 milhão de doses contra febre amarela. Essas outras vacinas são utilizadas para fazer a atualização da carteira de vacinação dos idosos. Também integram o orçamento da campanha de vacinação do idoso R$ 4,8 milhões repassados aos estados e municípios para ações de mobilização.

 

Nos anos de 2000 e 2001, houve no Brasil, uma queda acumulada de mais de 50.000 hospitalizações por infecções respiratórias, o que representa um forte indicativo de que estas campanhas e sua manutenção estão plenamente justificadas.

 

Estimativas de estudos internacionais indicam que a vacina contra a gripe provoca redução da mortalidade em até 50% entre a população idosa. Além disso, constam nos resultados desses estudos a redução de 19% do risco de hospitalização por doença cardíaca e em até 23% do risco de doenças cerebrovasculares.

 

Referências:

 

Biblioteca Virtual em Saúde – Saúde Pública

 

http://www.saudepublica.bvs.br/html/pt/home.html




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