Dieta para Renal Crônico: Medidas gerais

Autores:

Antonio Carlos Leitão de Campos Castro
Armando Miguel Junior

Local da realização

Instituto de Medicina Metabólica
2004

Sumário
O controle dietético do renal crônico tem por objetivo restringir o consumo de proteínas como o propósito de diminuir o ônus de proteínas do rim e retardar o progresso da doença renal. Limitar sódio, que pode melhorar o controle da pressão sanguínea e evitar o acúmulo de líquido. O potássio que não é excretado de maneira efetiva pode acumular-se e ocasionar arritmia cardíaca perigosa.
Fontes alimentícias
Esta dieta deve controlar a quantidade de proteína, sódio e potássio.
As quantidades controladas de cada um destes nutrientes se baseiam nos níveis sangüíneos de potássio, sódio e uréia de cada paciente, bem como também no equilíbrio dos líquidos, a capacidade de eliminação da creatinina e a pressão sanguínea. Se os níveis sanguíneos indicam a necessidade de ajustar ao consumo de cálcio e fósforo, mudam-se então as quantidades permitidas na dieta. A restrição dos líquidos só é feita nos pacientes que acumulam grandes quantidades.
Cuidados dietéticos
Uma dieta baixa em proteínas pode ter deficiências de alguns dos aminoácidos essenciais, vitaminas como niacina, tiamina e riboflavina, minerais de fósforo, ferro e cálcio.
Em casos de insuficiência renal avançada, a dieta mal orientada pode conduzir a desnutrição,portanto só deve ser implementada sob supervisão de uma nutricionista.
Recomendações
Proteínas
As dietas baixas em proteínas podem prevenir ou mesmo atrasar o avanço de alguns tipos de doença renal. A quantidade de proteínas que pode consumir a pessoa se baseia no bom funcionamento dos rins e na quantidade de proteína que se requer para manter uma boa saúde. A quantidade de proteínas permitidas na dieta é determinada verificando-se os níveis sanguíneos de proteínas e de seus resíduos metabólicos. A quantidade de proteína sugerida numa dieta baixa em proteína é de 0,6 g/kg por dia.
Síndrome nefrótica
Em pacientes que estão perdendo grandes quantidades de proteína na urina os nefrologistas recomendam uma restrição moderada de 0,8g/kg por dia.As avaliações laboratoriais podem deve conter a creatinina, a albumina e o nitrogênio ureico do sangue.
Sódio
O controle do teor de sódio ajuda a impedir a retenção de líquidos. As quantidades reduzidas de sódio na dieta também ajudam a controlar a hipertensão arterial e a insuficiência cardíaca congestiva, por ventura existente.
Potássio
O controle do consumo diário de potássio para ajudar a prevenir tanto a hipocaliemia (que raras vezes é um problema para pessoas com doença renal), bem como a hipercaliemia (que é um problema comum em pessoas com doença renal).
Nesta dieta deve também controlar o fósforo mineral. Quando diminui a quantidade de fósforo devido ao consumo reduzido de produtos lácteos e outros alimentos ricos em fósforo, é necessário fornecer suplementos de cálcio para prevenir a doença óssea. Os suplementos de vitamina D também podem ajudar a controlar o equilíbrio de cálcio e fósforo no corpo.
Líquidos
Durante a insuficiência renal, diminui a quantidade de urina que produz o corpo. A quantidade de líquido recomendada diariamente se baseia na quantidade de urina produzida num período de 24 horas. Outros aspectos são: o nível de retenção de líquidos, o nível de sódio na dieta, o uso de diuréticos e a presença ou ausência de insuficiência cardíaca congestiva.
As pessoas com doença renal são mais propensas à doença cardiovascular, pelo que se recomenda uma dieta que tenha maioria de calorias provenientes de carbohidratos complexos. As calorias das gorduras devem ser de gorduras poliinsaturadas e monoinsaturadas. O consumo diário de calorias deve ser o adequado para manter o estado nutricional da pessoa num nível ótimo e evitar uma descomposição do tecido corporal. O peso, a condição nutricional e hídrica da pessoa com insuficiência renal devem se controlada com regularidade, em muitos casos diariamente.
Vitaminas e oligoelementos
Os suplementos vitamínicos são muito individualizados e estão sujeitos a diversas restrições na dieta, ao grau de insuficiência renal. Os requerimentos de vitaminas liposolubles (A, D, E e K) satisfazem-se, usualmente, por meio da dieta. Pode que seja necessário um suplemento de vitamina D, decisão que o médico deve tomar para cada caso. O consumo de vitaminas hidrossolúveis é, com freqüência, adequado até que o paciente começa o tratamento com diálise.
Os minerais que devem ser controlados são o cálcio, o ferro e o magnésio. O suplemento de cálcio recomendado é de 1.000 a 1.500 miligramos por dia. O suplemento de ferro se baseia nas necessidades de cada pessoa. Não se recomenda o suplemento de magnésio porque pode causar um aumento nos níveis de magnésio numa pessoa com doença renal. Pelo geral, prescrevem-se suplementos de ferro já que os pacientes com insuficiência renal avançada também apresentam anemia severa.




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