Editorial

Colaboradora : Dra Regina Matico Ishizawa Rodrigues *

* Médica Geriatra

AlcoolísmoDe acordo com um levantamento da Secretaria Nacional Anti-drogas (Senad), feito em novembro de 2005, cerca de 19 milhões de brasileiros são dependentes do álcool, droga considerada a mais consumida no país. Esse número representa quase 10% da população e segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde a década de 70 o consumo no Brasil cresceu 70 %, o que coloca o país entre os 25 maiores consumidores de álcool do mundo.

Pesquisas mostram que indivíduos com mais de 60 anos apresentam menos problemas relacionados ao alcoolismo do que os jovens, mas está havendo um aumento no consumo de álcool pelos idosos, sendo que de 6 a 11% dos pacientes idosos admitidos nos hospitais têm sintomas de dependência alcoólica, equiparando às admissões por IAM. Em casas de repouso esta porcentagem aumenta para 49%.

Estes números preocupam os médicos, já que o número de dependes tende a aumentar junto com o aumento do consumo.

O alcoolismo é uma doença que afeta a saúde física, o bem estar emocional e o comportamento do indivíduo. Os efeitos físicos ocasionados pelo álcool são diminuição dos reflexos, aumento do risco de doenças como o câncer na língua, boca, esôfago, laringe, fígado e vesícula biliar, pode ocasionar hepatite, cirrose, gastrite e úlcera. Quando usado em grande quantidade pode ocasionar danos cerebrais irreversíveis Além disso, pode causar problemas cardíacos e de pressão arterial, levar à desnutrição.

Um indivíduo pode tornar-se alcoolatra devido a um conjunto de fatores, incluindo predisposição genética, estrutura psíquica, influências familiares e culturais. Sabe-se que homens e mulheres têm quatro vezes mais probabilidade de ter problemas com álcool se seus pais foram alcoolatras e geralmente está associado a outras condições psiquiátricas como transtornos de personalidade, depressão, transtorno afetivo bipolar (antiga psicose maníaco depressiva), transtornos de ansiedade e suicídio.

Os sintomas da intoxicação pelo álcool dependem de sua concentração no sangue. No início do quadro a pessoa pode tornar-se séria e retraída, ou falante e alegre. Podem ocorrer crises de riso ou choro, mas em geral ocorre sonolência. Gradativamente o indivíduo começa a perder a coordenação motora, apresentando dificuldade para falar e caminhar. Os reflexos tornam-se mais lentos. Intoxicações graves com concentrações maiores de álcool no sangue podem levar ao coma, depressão respiratória e morte.

Já os sintomas da intoxicação patológica caracteriza-se por intensas mudanças de comportamento e agressividade após a ingestão de uma pequena quantidade de álcool. A duração é limitada, sendo comum o black out (amnésia). Pela violência das manifestações pode ser necessário até internar o paciente além de medicá-lo.

É importante lembrar que, de acordo com uma pesquisa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, o consumo abusivo de álcool tem relação direta com 42,7% dos acidentes de trânsito com vítimas na capita




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