Editorial

Estudo divulgado pelo IBGE, feito a partir dos censos de 1991 e de 2000, mostra que na década passada aumentou em 47,5% o número de idosos chefes de família, sendo 4,3 milhões em 1991 e 6,4 milhões em 2000. Ao lado disto observou-se um aumento de 60,8% o número de chefes de família com mais de 65 anos que conviviam no mesmo domicílio com netos ou bisnetos. No início da década passada, essa população era estimada em 688 mil pessoas. No final do período, chegou a 1,1 milhão.

Estes dados mostram a dependência cada dia maior das famílias pelos seus idosos. Os jovens estão tendo, cada vez mais, dificuldades para ingressar no mercado de trabalho e, conseguir o seu próprio sustento.

As aposentadorias e pensões, pagas pela Previdência Social, acabam atendendo não só aos mais velhos, como também aos seus familiares. E a maioria recebe benefícios de um salário mínimo. É pouco, mas é com esse dinheiro que muitas famílias resistem à pobreza e sobrevivem. E, nesses casos, os idosos são fatores de equilíbrio social e, não, ônus.
Em Campinas (SP), por exemplo, os idosos representam 8,6% de uma população de quase 1 milhão de pessoas. Desses, 30% são pobres, 54% têm baixo grau de escolaridade e 12% não sabem ler nem escrever. Em outras palavras, 66% dos idosos que vivem na cidade dificilmente seriam absorvidos pelo mercado de trabalho formal em virtude da baixa qualificação.

Estes fatos, evidenciam a necessidade de se procurar com urgência uma política social, adequada às futuras gerações, que não priorize as parcas benemerências do governo.

Referência:

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada




MENOPAUSA


Medicina Prática - TUDO SOBRE MEDICINA


Saudegeriatrica.Com.Br® 2009 - 2017 - Desenvolvido por Dinamicsite